Bipolar Feelings


(Source: obscurus)


No more waiting, no more aching, no more fighting, no more trying

“I haven’t slept at all in days
It’s been so long since we’ve talked
And I have been here many times
I just don’t know what I’m doing wrong…

Maybe there’s nothing more to say
And in a funny way I’m calm
Because the power is not mine
I’m just gonna let it fly “

                    The Corrs


Saber desistir. Abandonar ou não abandonar - esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando. Serei capaz de abandonar nobremente? ou sou daqueles que prosseguem teimosamente esperando que aconteça alguma coisa? como, digamos, o próprio fim do mundo? ou seja lá o que for, como a minha morte súbita, hipótese que tornaria supérfula a minha desistência?

Clarice Lispector - Um Sopro de Vida

Moonlight falling over me
Sail on where the shadows hide
Moonlight crawling down on me
Just like you couldn’t compete with my pride

Kamelot - Moonlight

Carry On My Wayward Son

Once I rose above the noise and confusion
Just to get a glimpse beyond this illusion
I was soaring ever higher
But I flew too high

Though my eyes could see I still was a blind man
Though my mind could think I still was a mad man
I hear the voices when I’m dreaming
I can hear them say

Carry on my wayward son
There’ll be peace when you are done
Lay your weary head to rest
Don’t you cry no more

Masquerading as a man with a reason
My charade is the event of the season
And if I claim to be a wise man, well
It surely means that I don’t know

On a stormy sea of moving emotion
Tossed around like a ship on the ocean
I set a course for winds of fortune
But I hear the voices say

Carry on my wayward son
There’ll be peace when you are done
Lay your weary head to rest
Don’t you cry no more, No!

Carry on, you will always remember
Carry on, nothing equals the splendor
Now your life’s no longer empty
Surely heaven waits for you

Carry on my wayward son
There’ll be peace when you are done
Lay your weary head to rest
Don’t you cry
Don’t you cry no more!

No more!

- Kansas

http://www.youtube.com/watch?v=CB17uWuBrL0&feature=player_embedded


Isso não é um lamento, é um grito de ave de rapina. Irisada e intranquila. O beijo no rosto do morto.

Clarice Lispector - Um Sopro de Vida

Shame on you, Lady Bug, shame on you!


“ANTES O VÔO  da ave, que  passa e não deixa rasto, 
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão. 
A ave passa e esquece, e assim deve ser. 
O animal, onde já não está e por isso de nada serve, 
Mostra que já esteve, o que não serve para nada

A recordação é uma traição à Natureza, 
Porque a Natureza de ontem não é Natureza. 
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.

Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!”

- Fernando Pessoa


AH, QUANTA melancolia! 

Quanta, quanta solidão! 
Aquela alma, que vazia, 
Que sinto inútil e fria 
Dentro do meu coração!

Que angústia desesperada! 
Que mágoa que sabe a fim! 
Se a nau foi abandonada, 
E o cego caiu na estrada - 
Deixai-os, que é tudo assim.

Sem sossego, sem sossego, 
Nenhum momento de meu

Onde for que a alma emprego - 
Na estrada morreu o cego 
A nau desapareceu. ”

- Fernando Pessoa


Ah! A Angústia, a Raiva Vil, o Desespero

 

AH! A ANGÚSTIA, a raiva vil, o desespero

De não poder confessar

 Num tom de grito, num último grito austero

Meu coração a sangrar!

Falo, e as palavras que digo são um som Sofro, e sou eu.

Ah! Arrancar à música o segredo do tom

Do grito seu!

Ah! Fúria e dor nem ter sorte em gritar, 

De o grito não ter

Alcance maior que o silêncio, que volta, do ar

Na noite sem ser!

- Fernando Pessoa


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